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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mapa de adesão do Enem 2010

Acessem:
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/05/mapa-do-enem-pelo-brasil.jhtm


Mais informações no site do MEC....

UNIMONTES PAES 2010/ TRADICIONAL 1/2011

LIVROS INDICADOS PARA O PAES 2010


1ª ETAPA

• Sermões Escolhidos, de Padre Antônio Vieira. (Sermão sobre os peixes; Sermão do bom ladrão.).

Ed. Martin Claret.

• Poemas Escolhidos. Cláudio Manuel da Costa. Domínio público.

• Romances de Cordel, de Ferreira Gullar. José Olympio.

• O Santo e a Porca, de Ariano Suassuna. José Olympio.

2ª ETAPA

• Melhores Poemas, de Gonçalves Dias.

• Casa Velha, de Machado de Assis. Domínio público.

• Crônicas Selecionadas, de Machado de Assis. Martin Claret.

• Dias e Dias, de Ana Miranda. Companhia das Letras


3ª ETAPA/ VESTIBULAR TRADICIONAL (1º PROCESSO SELETIVO 2011)

• Solombra, de Cecília Meireles. Nova Fronteira.

• Boca de Ouro, de Nélson Rodrigues. Nova Fronteira.

• Mar Morto, de Jorge Amado. Record.

• Dois Irmãos, de Milton Hatoum. Companhia das Letras.

• Parangolivro, de Aroldo Pereira. Sete Letras.

UFMG 2011

Obras literárias e textos de Filosofia indicados


Para a avaliação da leitura e compreensão dos candidatos ao Vestibular, a UFMG indica todo ano cinco obras da Literatura Brasileira. Como a prova do ENEM será utilizada a partir de agora na primeira etapa do Vestibular, as obras indicadas serão cobradas somente na segunda etapa para os cursos de Dança, Teatro, Comunicação Social e Letras.





Os textos de filosofia indicados são obrigatórios na prova de segunda etapa dos seguintes cursos: Artes Visuais, Ciência do Estado e Governança Social, Ciências Sociais, Cinema de Animação e Artes Digitais, Comunicação Social, Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis, Design de Moda, Direito e Filosofia.



Livros indicados ao Vestibular 2011

O Desertor - Silva Alvarenga

A Carteira de Meu Tio - Joaquim Manuel de Macedo

Contos de Aprendiz - Carlos Drummond de Andrade

A Estrela Sobe - Marques Rebelo

O Homem e sua Hora - Mário Faustin




Textos de Filosofia indicados ao Vestibular 2011

SANTO AGOSTINHO. Confissões (Livro XI: O Homem e o Tempo). Tradução de J. Oliveria Santos & Ambrósio de Pina. São Paulo: Nova Cultural, 1987.

MILL, John Stuart. O Utilitarismo. (Capítulo II: O que é o Utilitarismo; Capítulo V: Da Relação entre Justiça e Utilidade). Tradução Alexandre Braga Massella. São Paulo: Iluminuras, 2000.

WILLIAMS, Bernard. Moral: uma Introdução à Ética. (Capítulo intitulado Utilitarismo, pp. 137-165)Tradução de Remo Mannarino Filho. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
 
Mais informaçõesno site da UFMG...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dicas práticas sobre o processo seletivo da UNIMONTES: de olho na redação!!!

PLANTÃO DO VESTIBULANDO


Uma maneira simples de aprender a como chegar lá...



Dicas práticas sobre o processo seletivo da UNIMONTES: de olho na redação!!!



Olá, pessoal! A fim de ajudá-los um pouco mais na busca pelo sucesso no vestibular, separei algumas dicas práticas sobre a prova da UNIMONTES e, principalmente, sobre a redação, baseando em modelos das últimas provas, uma vez que a universidade tem seguido um certo padrão na elaboração de suas questões e nos temas abordados pela proposta de redação. Vamos lá?

1. Procurem ler a proposta de redação em primeiro lugar. Nos processos seletivos anteriores, a UNIMONTES tem colocado propostas comuns aos textos da prova objetiva de português. Isso quer dizer que vale à pena ir à última folha, ler a proposta, voltar na prova objetiva e ler o texto. Depois, basta interpretar e perceber se o tema de ambos é o mesmo e, caso seja realmente, buscar influenciar-se por algumas ideias que o texto apresentar. Isso facilita a produção para quem possui dificuldade em desenvolver argumentos no texto dissertativo ou até mesmo para aqueles que não conhecem o suficiente sobre o assunto.

2. Fazer a redação enquanto a mente está cheia de energia e disposição é o ideal para quem geralmente possui dificuldades em expor ideias através do texto dissertativo.

3. Os temas de redação da UNIMONTES têm sido muito abstratos, fazendo com que o aluno desenvolva argumentos sobre sentimentos, ideais, condutas ou princípios, sendo que a racionalidade, bem como a objetividade, não pode faltar na redação. Desta forma, tomem cuidado com temas como “O amor”, “A beleza da vida”, “A ética”, etc., uma vez que não se pode carregar o texto de sentimentalismos, mesmo que o tema seja propício a isso. Ser objetivo é uma das principais qualidades do pré-vestibulando de sucesso.

4. O texto da prova de português tem seguido um padrão no que diz respeito à fonte: geralmente são textos retirados da Folha se SP ou da revista Veja. É importante lembrar que o leitor deve manter-se à margem da opinião textual, considerando exclusivamente a opinião representada no texto, mesmo que discorde do que está escrito ali. Já na prática da redação, o pré-vestibulando pode e deve manifestar sua opinião.

5. As propostas de redação da UNIMONTES, no que diz respeito ao título, têm variado entre pedir e não pedir que o aluno faça um título. Por isso, prestem atenção ao seguinte:

a) Se a proposta pedir título, é obrigatório fazê-lo. Lembrem-se, portanto, de que título é diferente de tema. O tema é dado pela prova, é o assunto sobre o qual vocês escreverão um texto. Já o título pode ser comparado ao “nome” que se dá ao texto. Através dele, temos uma ideia da “cara” do que se escreveu.

b) Se a prova não mencionar nenhuma obrigatoriedade de se colocar um título, é preferível colocar. Lembrando que ele deve ser, preferencialmente: sem verbo; curto; objetivo; sem pontuação (exceto quando for uma pergunta, e aí se deve colocar o sinal de interrogação); e deve conter uma ligação direta e clara com o assunto do texto.

c) O título deve estar centralizado e separado por uma linha do restante do texto. Cuidado com o limite da folha, uma vez que a UNIMONTES tem colocado um espaço máximo de vinte linhas. Assim, os alunos com letras grandes precisam preparar-se para ocupar o curto espaço da prova da maneira mais objetiva possível.

É isso aí, pessoal. Boa sorte a todos!!! E até a próxima semana...

JULIANA BARRETO – PROFª DE LÍNGUA PORTUGUESA – Matéria publicada pelo Jornal A Semana, de Pirapora/MG, em 11/06/2010.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Crônica da Casa Assassinada: um processo de personificação

PLANTÃO DO VESTIBULANDO


Uma maneira simples de aprender a como chegar lá...





Crônica da Casa Assassinada: um processo de personificação



Olá, pessoal! Estamos chegando a mais um final de semestre, tempo em que se iniciam alguns processos seletivos, entre os quais está o da UNIMONTES, a acontecer no próximo dia 13. Desde já, faço votos de que todos vocês possam ter calma, paciência e muita garra no dia D, a fim de praticar toda a teoria estudada! Muito sucesso!!!

Finalizamos os estudos e análises das obras literárias da UNIMONTES, trazendo um pouco da compreensão do papel importante que a casa representa no livro “Crônica da Casa Assassinada”, de Lúcio Cardoso. Para isso, pesquisei o conceito de “casa”, de acordo com estudos de simbologias dentro da Literatura.

Segundo Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, no Dicionário de Símbolos, a casa significa o SER INTERIOR; seus andares, seu porão e seu sótão simbolizam diversos estados da alma. A casa é também um símbolo feminino, com o sentido de refúgio, de mãe, de proteção, de seio maternal. O exterior da casa pode ser interpretado como a máscara ou a aparência do homem, da mesma forma que os movimentos dentro da casa podem evidenciar um momento da evolução psíquica ou uma fase estagnada.

Analisando por este sentido, percebemos que, na obra de Cardoso, a casa sofre um processo chamado de Personificação. A PERSONIFICAÇÃO ou prosopeia é uma figura de estilo que consiste em atribuir a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos (Wikipedia). Desta forma, a casa dos Meneses é um microcosmo o qual representa a universal decadência humana por meio da representação da decadência dessa família tradicional.

Em estudo, Maria Madalena Loredo Neta vem dizer-nos que, na mansão dos Meneses, através dos vestígios – dos móveis e pratarias ainda restantes, dos retratos antigos – é possível reconstruir, de certa forma, a história dessa família. A casa adquire dos moradores a frieza, a indiferença e o desinteresse pela renovação da vida. Torna-se uma casa humanizada que, por isso mesmo, pode morrer.

Além disso, segundo a pesquisadora, na casa dos Meneses não há sótão, mas há porões e quartos de despejo: imagem do mundo tumultuado, cheio de zonas sombrias e inabitáveis. A escada, que em geral é tomada como símbolo da verticalidade, da ascensão e da valorização, na mansão é referida para denotar a decadência dos Meneses. O próprio movimento dos móveis e adornos, como o divã e outros móveis encaminhados ao porão, simboliza declínio. O Pavilhão, onde se localiza o porão destacado no romance, cenário do envolvimento adúltero de Nina e Alberto e, quinze anos mais tarde, incestuoso com André, é referido pelos moradores como “lá”, “lá embaixo”, reforçando a ideia de lugar da transgressão, então proibido, que não se deseja nomear.

Com isso, conclui-se que a obra de Lúcio Cardoso veio acrescentar à Literatura uma reflexão sobre o mais íntimo do ser humano, escondido pelos limites das paredes da casa, e cujos conflitos se pode notar nos cômodos mais frios, mudos, nebulosos.

É isso aí, pessoal. Até mais!!!


JULIANA BARRETO – PROFª DE LÍNGUA PORTUGUESA – Matéria publicada pelo Jornal A Semana, de Pirapora/MG, em 04/06/2010.