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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Auferir ou aferir


Auferir ou aferir

As palavras auferir e aferir existem na língua portuguesa e estão corretas. Porém, seus significados são diferentes e devem ser usadas em situações diferentes. Aferir se refere ao ato de avaliar e verificar o desempenho de alguém ou de alguma coisa, tendo como base um padrão. Pode significar também o ato de verificar correspondência de medidas e instrumentos, bem como o ato de pôr uma marca. Auferir se refere ao ato de obter, de conseguir como resultado.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

A pronúncia de ‘subsídio’: erro hoje, regra amanhã?


A pronúncia de ‘subsídio’: erro hoje, regra amanhã?

Por: Sérgio Rodrigues
“Caro Sérgio Rodrigues, por que raríssimas pessoas pronunciam a palavra subsídio com ‘s’? A maioria diz com ‘z’, o que não é o correto. Dói ouvir de um magistrado falar ‘subzídio’.” (João Augusto Palma)
A resposta tradicional à dúvida de João Augusto pode ser encontrada em dicionários e gramáticas normativas: a ortoépia (palavrão que quer dizer apenas pronúncia correta) de “subsídio” é com o som de s e não de z, como em “subsíndico”, “subsolo” etc. Isso porque a regra geral, em nossa língua, assim determina quando a letra S vem depois de consoante. Ou seja: em situações formais, poupa aborrecimento pronunciar “subSídio”.
Ocorre que, numa visão histórica das línguas, o desvio (ou erro) generalizado de hoje costuma ser a regra de amanhã. E o fato é que grande parte – provavelmente a maioria – dos brasileiros repudia a pronúncia recomendada e vai de “subZídio” sem pensar duas vezes. Pixotada coletiva, mais um sinal da precariedade de nosso sistema educacional? Quem optar por pensar assim não terá escassez de argumentos. No entanto, também é possível ver nessa insistência uma vocação prosódica, o sinal de uma nova ortoépia em formação.
Em defesa desta última linha de raciocínio, observe-se que a regra geral mencionada acima comporta várias exceções. Cito duas. “Obséquio” é pronunciado “obZéquio” há tanto tempo que já ganhou o beneplácito dos sábios. E “subsistência” segue velozmente em seu encalço: embora os tradicionalistas ainda insistam na pronúncia “subSistência”, não conheço uma única pessoa que lhes dê ouvidos. De “magistrados” (como diz João Augusto) a analfabetos, dizemos todos “subZistência” – e fim de papo.
Se “subsídio” fosse um caso isolado, seria mais fácil sustentar a tese da ignorância coletiva. Como não é, prefiro o argumento de uma vocação prosódica brasileira que ganhará o aval dos eruditos mais cedo ou mais tarde.


Fonte: Prof. Sérgio Rodrigues
http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/consultorio/a-pronuncia-de-%E2%80%98subsidio%E2%80%99-erro-hoje-regra-amanha/

*Prof.ª Mestra em Literatura Brasileira pela UNIMONTES Juliana Barreto juportugale@hotmail.com

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Como usar a crase antes de horas

Como usar a crase antes de horas

1- Exemplos de quando usar:
a- A festa começa às 21h.
b- As lojas normalmente abrem às 9h.
c- O telefone tocou à 1h da madrugada.
d- Começa à 0h desta terça-feira a venda de ingressos para o show.
2- Exemplos de quando NÃO usar:
Não há crase depois das preposições: para, até, após, desde e entre.
a- Antecipei minha consulta para as 14h.
b- Só vou esperar por você até as 15h.
c- Podemos nos encontrar após as 19h.
d- Estou te esperando desde as 11h.
e- Estarei no clube entre as 9h e as 11h.
3- Dica:
Substitua sempre qualquer hora por meio-dia. Só haverá crase se der ao meio-dia.
a- A festa começa às 21h. (A festa começa ao meio-dia.) Há crase.
b- Antecipei minha consulta para as 14h. (Antecipei minha consulta para ao meio-dia????)Não há crase.
4- Outros casos:
4.1- Não há crase quando a preposição de aparece sozinha, ainda que ela esteja implícita.
a- A minissérie será exibida de 3ª a 6ª. (sozinha)
b- Exibição da minissérie: 3ª a 6ª. (implícita)
4.2- Há crase quando a preposição de aparece combinada com artigo, ainda que ela esteja implícita.
a- A aula de dança será das 15h às 17h. (combinada: de+as)
b- Horário da aula de dança: 15h às 17h. (implícita)

Fonte:
https://professoramarialucia.wordpress.com/2011/09/02/como-usar-a-crase-antes-de-horas/

*Prof.ª Mestra em Literatura Brasileira pela UNIMONTES Juliana Barreto juportugale@hotmail.com

quarta-feira, 29 de junho de 2016

CONCORDÂNCIA NOMINAL-Segunda Parte


CONCORDÂNCIA NOMINAL


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Segunda Parte



 
A Olhos Vistos (= visivelmente) é locução adverbial, portanto, invariável: Lúcia emagrecia a olhos vistos.
Pronomes de Tratamento que tenham um adjetivo como referente, concordará com o sexo da pessoa representada por este pronome: Vossa Majestade (um rei) está preocupado.
●   Vossa Majestade (uma rainha) está preocupada.


Sós (= sozinho, único) é adjetivo e concordará em número com o substantivo: Os dirigentes ficaram sós (sozinhos).

A locução adverbial [a sós] é invariável: Gostaria de ficar a sós com você.

CONCORDÂNCIA NOMINAL-Primeira Parte


CONCORDÂNCIA NOMINAL

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Primeira Parte


Concordância é o mecanismo pelo qual algumas palavras alteram suas terminações, para se adequar harmonicamente umas às outras na frase. Há dois tipos de concordância: Nominal e Verbal.
Regra Geral - As palavras da classe do nome - adjetivo, artigo, numeral e pronome - alteram suas terminações para se ajustarem em número e/ou gênero ao substantivo a que se referem:
●    Aqueles / dois / meninos / estudiosos leram os / livros.
Pronome  numeral   substantivo         Adjetivo                 art.     substantivo

Há casos, porém,