Pesquise aqui

 

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Curiosidades ortográficas

PLANTÃO DO VESTIBULANDO
Uma maneira simples de aprender a como chegar lá...

Curiosidades ortográficas

Olá, pessoal. Vamos aprender um pouco mais sobre ortografia?
É sempre bom lembrar que o nosso sistema ortográfico é uma tentativa de unificação da forma escrita, que é a partir da fala. Devemos respeitar todas as falas regionais. Portanto, se você fala “cadeado”, ou “cadiado”, não tem diferença. O importante é que, na hora de escrever, todos saibam por memória visual que “cadeado” se escreve com “E”.
"Receosa" -- Muita gente se atrapalha com esse adjetivo porque vem de "receio", onde existe a vogal I. Em "receio", a sílaba tônica está em cima do E (ditongo); na palavra "receosa" há mudança da sílaba tônica, que vai para o "O", e o "I" desaparece (ex: passeio/ passeando, estreia/ estreou).
"Incompreensível" -- o M antes de C é impossível. M somente antes de P e B.
"Milanesa" -- Vem de Milão; os adjetivos referentes a lugares são sempre com S e no feminino não tem acento (ex: japonesa, portuguesa).
"Lasanha" -- Palavra aportuguesada que vem do italiano "lasagna", som o qual vira o nosso NH. E nunca tem Z.
"Acupuntura" -- Muita gente fala erradamente "acumpuntura"; "acus" em latim é "agulha".
"Asterisco" -- "aster" no grego é a palavra "astro"; em inglês, "star" (estrela); "isco" é diminutivo; então "asterisco" é "estrelinha". Algumas pessoas falam erradamente "asterístico".
"Prognóstico" -- Conhecido como palpite, tem origem no grego. O prefixo PRO, “antes”, corresponde a "pré" (daí vem a palavra "profilaxia", que é medicina preventiva); "gnosis" é "saber" (daí vem "ignorante": pessoa que não sabe); "prognóstico", então, é saber antes, é uma previsão.
"Desajuizado" -- Vem da palavra "juiz", que já se escreve com Z, então "juíza", "ajuizar", "desajuizado", é tudo com Z. Mas o prefixo "des", de negação, é com S.
"Coordenação" -- Em algumas palavras com dois "o", às vezes, nós não pronunciamos um deles, por exemplo quando falamos “álcool”, e isso pode confundir na hora da escrita. Portanto, é preciso ter muita atenção!
“Alvorecer” -- Vem de alvo – branco, amanhecer, noite que se torna dia.
“Cérebro” -- Toda palavra proparoxítona é acentuada. Em algumas regiões, as pessoas falam “célebro”, uma confusão com célebre, famoso.
“Anteontem” -- Muita gente fala “antiontem”, mas é importante saber que o “ante”, de “anteontem”, é o que vem antes, como antebraço e antessala. O “anti”, de “antigripal”, é de contra, assim como antivírus e antitetânica.
“Estratosfera” -- Lembra extrato de tomate, extrato da conta bancária, são todos com o “X” que vem do verbo extrair. Estrato, com “S”, quer dizer camada. Por isso: estratosfera é uma das camadas da nossa atmosfera.

É isso aí, pessoal. Até mais.

Curiosidades da Língua Portuguesa – III


PLANTÃO DO VESTIBULANDO
Uma maneira simples de aprender a como chegar lá...

Curiosidades da Língua Portuguesa – III


            Olá, pessoal, para finalizarmos esta pequena abordagem sobre algumas curiosidades da língua portuguesa, trouxe mais um pouco de diversão para vocês. Vamos lá?

- APOFONIA: ISSO TEM CURA? Vários nomes que, no singular, possuem na sílaba tônica um o fechado - povo, poço, glorioso e olho - no plural experimentam mudança de timbre. As palavras povos, poços, gloriosos e olhos são pronunciadas com o o aberto. É o caso também de novos, porcos e coros. Este é um exemplo de apofonia. E como toda regra tem a sua exceção, gostos, tronos e bolsos têm o o tônico fechado.

- QUE PENA! O uso contínuo de uma expressão errada torna o erro invisível. Poucos veem o equívoco de usar a palavra penalizar no sentido de punir e castigar. É comum ouvirmos, por exemplo: os jogadores foram penalizados com a expulsão. Penalizar, na verdade, significa causar dor e tristeza. Ele ficou penalizado (ficou triste) ao ver a expulsão dos jogadores. O certo, então, é mudar o verbo da frase anterior, e escrever assim: os jogadores foram punidos com a expulsão.

- A SINGULARIDADE DO PLURAL: Várias palavras, no plural, adquirem significados diferentes. Por exemplo... Ouro, no singular, é o metal precioso. Ouros, no plural, é um dos naipes das cartas do baralho. Bem é o contrário de mal. Bens são as propriedades que uma pessoa tem. Letra é um caractere do alfabeto. Letras é o curso universitário. Liberdade é o poder de escolher. Liberdades é quando a moça repreende o rapaz apressadinho: - Vamos parar com essas liberdades?

- QUESTÃO DE DIPLOMACIA: No mundo da diplomacia, um deslize verbal pode abalar o relacionamento entre dois países. Jamais devemos chamar uma embaixadora de embaixatriz. Ambas as palavras fazem o feminino de embaixador. Porém, a diferença entre uma e outra é imensa: embaixadora é a mulher que ocupa o cargo mais elevado numa embaixada, e embaixatriz é apenas... a esposa do embaixador.

Por falar nisso... Para determinadas situações formais, usamos os chamados pronomes de tratamento para lidar com pessoas importantes, ou que estão em hierarquias elevadas em relação à nossa. Quando usamos os pronomes de tratamento, temos a seguinte dúvida: afinal, usa-se Sua ou Vossa? Tanto faz? Na verdade, não. Usa-se Sua, quando estamos falando sobre a pessoa em questão. Exemplo: Diga a Sua Excelência que os documentos estão prontos. Usa-se VOSSA, quando estamos falando com a pessoa. Exemplo: Vossa excelência, aqui estão os documentos. E, para eliminar as últimas dúvidas, saibam: os pronomes de tratamento sempre são usados em 3ª pessoa. Ex.: Vossa Alteza, mandou me chamar? (e não, mandastes).                   Fonte: internet
            É isso aí. Até a próxima...

Curiosidades da Língua Portuguesa – II

PLANTÃO DO VESTIBULANDO
Uma maneira simples de aprender a como chegar lá...

Curiosidades da Língua Portuguesa – II


            Olá, pessoal. Dando continuidade às curiosidades da semana anterior, vejamos mais algumas:

- A METONÍMIA E O IBOPE: Metonímia é uma figura de linguagem em que se usa uma palavra no lugar de outra, estando as duas estreitamente relacionadas. Quando eu digo que a novela está sem ibope trata-se de uma metonímia, porque ibope é a sigla do Instituto Brasileiro de Opinião Pública, e o que a novela não tem mesmo é audiência, cujo índice, aí sim, é calculado pelo Ibope.
- MEDICINA GRAMATICAL: Às vezes falamos com imprecisões de sentido, e valeria à pena caprichar. Por exemplo: febre alta. Na verdade, toda febre é temperatura alta. Febre baixa, pelo menos na medicina gramatical, também não existe. Outro exemplo: tirar a pressão. Se uma enfermeira tirar a minha pressão sanguínea, eu morro na hora. É bem melhor pedir-lhe para medir a pressão.
- O TEMPO NÃO PARA: Hoje é hoje. Amanhã é depois de hoje. E depois de amanhã (sem hífens) é daqui a dois dias. E como voltar para o passado? Ontem foi antes de hoje. Antes de ontem é anteontem. E antes de anteontem? Trasanteontem. Por incrível que pareça.
Relembrando: a = futuro; há = passado. Daqui a alguns dias/ Há tempos não o vejo.
- INSÔNIA GRAMATICAL: Depois do décimo carneirinho, podemos contar, sem hífen: décimo primeiro, décimo segundo. Depois: vigésimo, vigésimo primeiro, vigésimo segundo, também sem hífen. Depois: centésimo, centésimo primeiro... também sem hífen. E se a insônia for longa, milionésimo, bilionésimo, trilionésimo primeiro, trilionésimo segundo... e boa noite!
- E AGORA, JOSÉ? O vocativo é a palavra que serve para chamar alguém ou um animal. Se estiver no meio da frase, vem entre vírgulas. Se estiver no início, põe-se uma vírgula depois. Se vier no final, põe-se uma vírgula antes. Vejamos: José, e agora? E agora, José? Mas, José, e agora?
- O MELHOR, SE FOR MELHOR, MELHOR VIVERÁ: Na frase, a palavra melhor pertence a três categorias gramaticais diferentes. O melhor (substantivo), se for melhor (adjetivo), melhor (advérbio) viverá. Deles, o último é invariável. A frase no plural fica assim: os melhores, se forem melhores, melhor viverão.
- MUDANÇA DE HÁBITO: Como tratar pessoas que ocupam cargos importantes? Um cardeal é Vossa Eminência. Um ministro é Vossa Excelência. Um prefeito também. Um reitor é Vossa Magnificência. Um padre é Vossa Reverendíssima. Um gerente de banco é Vossa Senhoria. Um coronel também. E o papa é Vossa Santidade. Se estamos acostumados a chamar todo mundo de você, é melhor mudar de hábito...
- CONVERSA PRA BOI DORMIR: Até no açougue é preciso falar bem. Quando queremos comprar a parte traseira acima das coxas do animal, devemos pedir alguns gramas ou mesmo um quilo de coxão. Trata-se do aumentativo de coxa. Há quem fale colchão, “mas isso já é conversa pra boi dormir”.

            É isso aí. Na próxima tem mais...

Curiosidades da Língua Portuguesa – I

PLANTÃO DO VESTIBULANDO
Uma maneira simples de aprender a como chegar lá...

Curiosidades da Língua Portuguesa – I

            Olá, pessoal. Selecionei algumas curiosidades sobre nossa língua. Divirtam-se!

- A MATANÇA GRAMATICAL: Tudo é matança, mas há algumas diferenças: o filho que mata o pai comete um parricídio. O filho que mata a mãe comete um matricídio. Os pais que matam o filho cometem um filicídio. A mulher que mata o marido comete um mariticídio. E o marido que mata a esposa comete (que horrível) um uxoricídio.

- APERTEM OS CINTOS! Para cada realidade concreta existe uma palavra adequada. Quando um avião desce no aeroporto, aterrissa ou aterriza. Quando o hidroavião pousa no mar, amerissa. E quando uma nave pousa na lua, alunissa ou aluniza.

- FRANCESISMOS? MERCI BEAUCOUP! É bom saber que algumas palavras do nosso vocabulário vieram do francês e, embora possamos usá-las tranquilamente, possuem correspondentes exatos no português. Para “ateliê” temos “oficina”; para “complô” temos “conspiração”; para “menu” temos cardápio; e para “omelete” temos fritada de ovos.

- PONTUALIDADE BRASILEIRA: A distinção entre hora e horário é delicada, mas real. Hora pode ser definida como a 24ª parte de um dia inteiro ou como um período de 60 minutos. Já horário (tanto substantivo como adjetivo) refere-se a um período com mais de 1 hora: horário do ônibus, horário nobre, fuso horário, carga horária. Mais uma curiosidade: calendário é o período de dias, palavra proveniente de calendas que, em latim, era o primeiro dia do mês.

- FALOU E DISSE! Falar e dizer não são sinônimos. Quem fala, fala bem, fala muito, fala com alguém, fala diante dos outros. Já quem diz, diz a verdade, diz o que pensa, diz besteira, diz o que não deve. Falar tem a ver com o ato da fala. Dizer tem a ver com o conteúdo expresso por aquele que fala. Falou?

- A CURA PELA GRAMÁTICA: Existe uma doença que admite os quatro usos que médicos e pacientes fazem dela: a diabete, a diabetes, o diabete e o diabetes. Por outro lado, no caso da palavra terminada em s, o adjetivo que lhe segue fica no singular: diabetes insípido, diabetes sacarino ou diabetes sacarina.

- O OUVIDO DÓI... A prosódia indica-nos a maneira certa de pronunciar as palavras, levando em conta a sua tonicidade, conhecimento que ajuda a grafá-las corretamente. Rubrica fala-se rubrica, com o i tônico, mas não acentuado. Ruim é ruim, com i tônico, mas não acentuado. E pudico fala-se pudico, com i tônico, o qual também não é acentuado. (fonte: internet)

É isso aí. Até a próxima...

Funções do “SE”


PLANTÃO DO VESTIBULANDO
Uma maneira simples de aprender a como chegar lá...

Funções do “SE”

Olá, pessoal. Agradeço de coração pelos e-mails recebidos e respondo que é com imenso carinho que escrevo semanalmente estas dicas a vocês, amigos leitores. Desculpo-me pelo intervalo da semana anterior, mas, estou de volta, explorando ainda mais os vastos recursos da Nossa Língua Portuguesa. Vamos lá?
Todos nós utilizamos o termo SE. Mas, o que pouco se sabe é que esta palavra se classifica de modos diferentes. Vejamos:

PPRONOME APASSIVADOR (ou partícula apassivadora)
Indica que o sujeito é paciente, isto é, que ele recebe a ação verbal.  Aparece sempre junto a verbos que admitem a transformação para a voz passiva analítica. Ex: Vendem-se flores (flores: suj. paciente; Flores são vendidas – passiva analítica).
ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO – Aparece com verbos na 3ª pessoa do singular em frases que não admitem a transformação para a voz passiva analítica. Ex: Não se confiava nas propostas. (suj. indeterminado). Era-se mais feliz ali. (suj. indeterminado).
PRONOME REFLEXIVO – Indica que o sujeito pratica e recebe a ação verbal, ou seja, a ação se reflete no próprio sujeito. Na prática, pode ser substituído por expressões do tipo: a si mesmo, a si próprio. Ex: José se olhou no espelho. (se = a sim mesmo). O técnico e os jogadores se abraçaram felizes. (se = uns aos outros). Neste último caso, observem que a ideia é de reciprocidade.
PARTE INTEGRANTE DO VERBO – Aparece junto a verbos pronominais, isto é, verbos que sempre são conjugados com pronomes oblíquos.  Os verbos pronominais mais comuns são: arrepender-se, orgulhar-se, suicidar-se, esquecer-se, lembrar-se e queixar-se. Ex: Eles jamais se arrependem do que fazem.  Você se esqueceu de que ela ainda vive aqui?
PARTÍCULA EXPLETIVA (ou de realce) – É usada apenas para reforçar a ideia contida no verbo, sendo, por isso, dispensável na frase. Aparece, em geral, juntos aos verbos ir (ir-se), sorrir (sorrir-se) e morrer (morrer-se). Ex: As nossas esperanças se foram para sempre.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE – Inicia oração subordinada substantiva. Ex: Ninguém sabe / se realmente ele voltará hoje. (oração subordinada substantiva objetiva direta).
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CONDICIONAL – Inicia oração subordinativa adverbial condicional. Ex: Tudo estaria perdido / se ele revelasse a verdade. (Oração subordinada adverbial condicional).

            É isso aí, amigos. Até a próxima!