Pesquise aqui

 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O que não posso fazer na Dissertação?

REDAÇÃO: Vícios de Linguagem - O que evitar no texto dissertativo

Juliana Antunes Barreto*


Neste Post, há dicas** variadas sobre os chamados vícios de linguagem, a fim de evitá-los ao máximo nos textos dissertativos.


AMBIGUIDADE - quando uma palavra ou expressão possui dois sentidos (a saber: um denotativo e um conotativo). 

POLISSEMIA - quando uma palavra ou expressão possui mais de dois sentidos, tendo, dentre eles, sentido denotativo e conotativos.

OBSCURIDADE - quando uma parte do texto não pode ser compreendida devido ao fato de as palavras estarem mal colocadas e/ou sem coesão, ou, ainda, quando ocorre má escolha de palavras de forma a tornar difícil a interpretação para quem lê o texto.

INCOERÊNCIA - quando há contradição no texto; pode ocorrer dentro do próprio texto, ou seja, internamente, sendo que, nesse sentido, a incoerência é a contradição com o que o próprio autor do texto mencionou antes; e pode ocorrer externamente, contradizendo algum contexto histórico, enfim, contradizendo a realidade.

FALTA DE COESÃO - quando não são usados os recursos coesivos adequados. No Enem, o item IV da grade de correção prevista pelo edital traz exatamente uma análise sobre a coesão do texto. Quando não se escolhem bem as palavras, ou quando há repetições excessivas, isso, claramente, também é um erro de coesão.

"PONTILHISMO" - primeiro, quero esclarecer que não me lembro de ter lido esse nome nas teorias de Redação ou Linguística. Uso-o por simples didática: pontilhismo seria o excesso de pontos Olhando sob outra ótica: é o uso de frases muito curtas em sequência.

"QUEÍSMO" - uso excessivo de "que", o qual pode ser, dentre outras classes, um pronome relativo ou conjunção. Por ser, por exemplo, um pronome relativo universal, ele acaba sendo usado com  mais frequência, podendo ser atribuído a pessoas, locais, animais, objetos, etc. Mas, exatamente quando ele é um pronome relativo, pode ser substituído por "o qual" ou "a qual"; daí a necessidade de ter certo conhecimento gramatical, que permita a substituição sempre que possível. Mesmo porque as conjunções são mais difíceis de serem substituídas!

REPETIÇÕES DESNECESSÁRIAS - quando se repetem muitas palavras ao longo do texto, ou mesmo quando são repetidas ideias, tudo isso causa um sentimento de cansaço no leitor. Torna-se, portanto, um grande erro a ser evitado no texto dissertativo (e em qualquer outro).

PLEONASMO VICIOSO - é a ideia recaída sobre si mesma, a redundância; exemplos comuns e didáticos seriam "subir para cima" e "sair para fora". 

ARCAÍSMO - uso de palavras não mais comuns no cotidiano, palavras que até mesmo abandonaram o dicionário, ou que não são mais de conhecimento dos falantes. São palavras arcaicas e que não devem ser priorizadas no texto.

PEDANTISMO - o mais importante de um texto é a simplicidade (respeitando, obviamente, a norma culta!). Usar de pedantismo no texto é abusar de uma linguagem rebuscada demais e que, nem sempre, faz parte do vocabulário do aluno. O risco que se corre é o de usar algo que nem ele mesmo domina!

Há que se considerar que os desvios da norma culta e o uso de gírias, estrangeirismos desnecessários, etc, também comportam os vícios de linguagem, e que aqui não foram mencionados com o objetivo de não estender demais o artigo.

Até.


*Prof.ª Mestra em Literatura Brasileira pela UNIMONTES Juliana Barreto juportugale@hotmail.com


** Obs.: Este artigo não possui intenção de caráter científico; portanto, não há referências, e o conteúdo foi elaborado a partir do senso comum e experiência de vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário